Não Apenas Servos, Mas Amigos!



Escrito e enviado por Cláudio França - Equipe Deseret Connect speeches.







Meus queridos irmãos e irmãs,

Há uma verdade simples, porém profundamente transformadora, que o Senhor tem procurado ensinar ao Seu povo desde o princípio:

O Senhor não busca apenas servos ocupados…
Ele busca discípulos que O conheçam.

Quando olhamos para a história de Lázaro, Marta e Maria, aprendemos algo que vai além do milagre narrado em Evangelho de João. Ali lemos:

“Ora, Jesus amava Marta, e a sua irmã, e a Lázaro” (João 11:5).

Antes de qualquer milagre acontecer, já existia algo estabelecido: um relacionamento.

Lázaro não estava entre os doze.
Ele não ocupava posição de destaque.
Mas ele tinha algo que muitos que estavam perto fisicamente de Jesus não tinham:

Intimidade.

Sua casa era um lugar onde o Salvador podia descansar.

E isso revela uma doutrina poderosa:

O Senhor não é atraído por performance espiritual…
Ele é atraído por corações disponíveis.

No Livro de Mórmon, em 3 Néfi, vemos um povo que não queria apenas ouvir o Senhor — eles queriam permanecer com Ele. E por causa disso, o Salvador disse:

“Tenho compaixão de vós” (3 Néfi 17:6).

E então Ele ficou.
Ele ministrou.
Ele transformou.

Meus irmãos e irmãs,

Permitam-me falar com clareza e, sim, com certa firmeza espiritual:

Não basta ter um chamado na Igreja se não há um relacionamento real com Jesus Cristo.

Não basta cumprir responsabilidades se o coração está distante.

Não basta falar de Cristo…
se não se fala com Cristo.

Há muitos hoje que estão ocupados na obra…
mas vazios da presença.

Há muitos que sabem ensinar…
mas não sabem se ajoelhar.

Sabem organizar…
mas não sabem se render.

E isso precisa mudar!

Porque o Senhor não aceitará uma devoção superficial.

Em Doutrina e Convênios, Ele declara:

Aproximai-vos de mim e eu me aproximarei de vós” (D&C 88:63).

Isso não é simbólico.
É um convite real.

E também um teste espiritual:

Quem realmente deseja o Senhor…
se aproxima.

Mas quem apenas deseja bênçãos…
se limita a pedir.

Precisamos parar de tratar Deus como um recurso de emergência e começar a tratá-Lo como nosso Pai.

Precisamos parar de buscar Jesus apenas quando tudo desaba e começar a andar com Ele quando tudo está bem. Porque o verdadeiro discipulado não se revela na crise… se constrói na constância.

Em Helamã, lemos:

“É sobre a rocha de nosso Redentor… que deveis construir o vosso alicerce” (Helamã 5:12).

Isso exige intenção.
Exige disciplina espiritual.
Exige prioridade.

Relacionamento com Deus não acontece por acaso.
Acontece por escolha.

E aqui está o chamado que precisa ser ouvido com seriedade:

Se você não tem tempo para orar com profundidade…
você não tem tempo para Deus.

Se você não tem tempo para as escrituras…
você está se alimentando de fraqueza espiritual.

Se sua conexão com o Senhor depende apenas dos domingos… ela é frágil.

E uma fé frágil não sustenta dias difíceis.

O Senhor não quer visitas ocasionais.
Ele quer habitação constante.

Ele quer estar na sua rotina…
na sua mente…
nas suas decisões…
nos seus pensamentos mais íntimos.

Como aprendemos em Alma:

“Orai continuamente” (Alma 34:27).

Isso não significa repetir palavras…
significa viver conectado.

Significa incluir Deus em tudo.

Assim como na casa de Lázaro…

Onde não havia espetáculo — havia presença.
Não havia aparência — havia verdade.
Não havia obrigação — havia amor.

Meus irmãos e irmãs,

A ressurreição de Lázaro não começou no túmulo.

Começou na intimidade.

E isso nos ensina que milagres duradouros não nascem de momentos emocionais… nascem de relacionamentos profundos.

Por isso, deixo um convite direto, pessoal e inadiável:

Construa um relacionamento real com Deus.

Não superficial.
Não ocasional.
Não religioso.

Real.

Fale com Ele de verdade.
Ouça com reverência.
Busque com sinceridade.

E, acima de tudo…
abra espaço.

Porque no fundo…

Jesus ainda procura casas abertas
antes de púlpitos cheios.

Ele ainda procura discípulos que O conheçam
mais do que apenas O representem.

Testifico que Ele vive.
Que Ele conhece cada um de nós.
E que Ele está disposto a se aproximar — profundamente — daqueles que verdadeiramente se aproximam d’Ele.

Em nome de Jesus Cristo, amém.



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