“O que a pia batismal do templo nos ensina sobre Cristo e Seus convênios”

 


Escrito e enviado por Cláudio França - Equipe Deseret Connect speeches.

Cláudio França é escritor, autor do livro Senhor Salva-me, mentor e consultor financeiro. Casado com Andreza França, dedica-se a inspirar vidas por meio de sua obras e ensinamentos.

Membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, une sua experiência profissional e princípios de fé para ajudar pessoas a alcançarem crescimento espiritual e prosperidade financeira.

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Os Simbolismos Sagrados da Pia Batismal no Templo

As pias batismais dos templos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias são lugares de profunda reverência e significado eterno.
Elas não servem apenas como um espaço físico, mas como um símbolo vivo do amor redentor de Jesus Cristo — onde se realizam batismos em favor daqueles que partiram sem a oportunidade de receber essa ordenança essencial.

Cada pia batismal repousa sobre doze bois, representando as doze tribos de Israel, um lembrete do “mar de bronze” descrito nos templos do Antigo Testamento. Essa imagem não é apenas uma recordação histórica, mas uma poderosa representação espiritual.

 O Olhar do Alto:

Se fosse possível ver uma pia batismal de cima, o que você veria?


A forma arredondada e a disposição de seus elementos podem lembrar a imagem de uma chave. Mesmo que isso não tenha sido proposital, o simbolismo é inspirador.



O batismo é a chave que abre a porta do caminho do convênio. Quando uma pessoa é batizada — especialmente quando o fazemos em nome de um antepassado — essa chave espiritual destranca a oportunidade da salvação para alguém que aguarda além do véu.

Assim, cada batismo realizado no templo é um ato de libertação.
É como se disséssemos a um ente querido: “A porta está aberta. Venha a Cristo.”

 O Círculo de Proteção:

Os bois que sustentam a pia batismal formam um círculo, voltados para os quatro pontos cardeais. Esse arranjo nos lembra o comportamento dos bois-almiscarados, que quando ameaçados por predadores formam uma roda protetora ao redor de seus filhotes. Os mais fortes ficam nas bordas, enfrentando o perigo, enquanto os mais vulneráveis permanecem seguros no centro.

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Esse mesmo símbolo pode ser visto no templo.
Os bois formam uma barreira de proteção espiritual ao redor da água, onde alguém desce para nascer de novo — um jovem discípulo, ou um antepassado sendo simbolicamente recebido no convênio. Agora veja a imagem abaixo:



Da mesma forma, nós, como membros da Igreja, somos convidados a formar círculos de fé e defesa espiritual. Os mais experientes sustentam os mais novos, os fortes amparam os fracos, e todos juntos resistem aos “lobos” que tentam dispersar o rebanho do Senhor.

Não devemos permitir que esse círculo se rompa.
Se você já tem experiência no evangelho, torne-se um defensor dos jovens e dos que ainda estão aprendendo a confiar no Salvador.
E se você se sente sozinho, busque um círculo de apoio. Sempre há espaço entre os bois do Senhor para mais um coração disposto.

 As Tribos e o Coração do Acampamento:




Os doze bois simbolizam as doze tribos de Israel, mas há uma beleza adicional nesse detalhe.

No livro de Números, capítulo 2, aprendemos que o acampamento de Israel era organizado em quatro grupos, cada qual composto por três tribos, voltadas para os quatro pontos cardeais — norte, sul, leste e oeste.

Contudo, havia uma tribo que não se posicionava nas extremidades: a tribo de Levi.
Ela permanecia no centro, junto ao tabernáculo, encarregada de servir no santuário e ministrar as ordenanças sagradas.

De forma semelhante, no centro da pia batismal há sempre um portador do Sacerdócio Aarônico e oficiantes do templo, que ministra a ordenança em nome de alguém que não pode fazê-lo por si mesmo.
Esse detalhe completa o simbolismo — assim como os levitas estavam no centro do acampamento, o sacerdócio permanece no centro do templo, apontando para Cristo, que é o coração de toda adoração.

Um Chamado à União e à Redenção:

A pia batismal, sustentada por bois e preenchida com água pura, é um lembrete visual do plano de salvação.
Os bois representam a força e a fidelidade de Israel;
a água simboliza a purificação e o renascimento;
e o batismo em si testifica do poder da expiação de Jesus Cristo, que torna todas as coisas novas.

A cada batismo, a cada nome lembrado, a cada alma redimida, o Senhor nos mostra que Seu poder é infinito — capaz de alcançar até mesmo os que já partiram.

No templo, nós nos tornamos participantes da obra redentora do Salvador.
E, ao fazê-lo, reafirmamos nossa fé, fortalecemos nossa união e aprendemos que o verdadeiro poder espiritual se manifesta quando nos colocamos, juntos, em volta do que é mais sagrado.

Em nome de Jesus Cristo. Amém.








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