Meus pecados Favoritos
Escrito e enviado Por Andreza França, Deseret Connect Speeches.
Meus Pecados Favoritos
Quando eu era criança, tinha minhas preferências de atividades, costumes, hábitos e objetos. Sempre gostei de futebol e animes, de bonecas e videogame. Ao longo da minha adolescência, descobri uma variedade de coisas novas que passaram a se tornar minhas preferências — exceto os animes e o videogame, que continuam comigo até hoje.
Algumas coisas, porém, foram mais difíceis de deixar para trás. Exigiram esforço, e muitas vezes eu nem percebia o mal que causavam. A desonestidade, por exemplo. Nem sempre reconhecemos esse tipo de comportamento até que surjam consequências sérias. Ainda assim, é algo profundamente prejudicial. Precisei abandoná-lo ao reconhecer o erro, corrigi-lo e, por fim, decidir não mais praticá-los.
Você pode pensar: “Mas era algo de que você gostava?”
Sim, porque quando eu conseguia sair de uma situação levando vantagem, aquilo parecia, momentaneamente, satisfatório.
Agora pergunto: será que também desenvolvemos apego não apenas a coisas materiais, mas a aspectos mais sutis e difíceis de perceber — como os nossos próprios pecados?
Vamos refletir, relendo a parábola do jovem rico:
Certa vez, um jovem rico aproximou-se de Jesus e perguntou: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Jesus respondeu que deveria guardar os mandamentos. O jovem afirmou que já os seguia desde a juventude. Então Jesus disse: “Falta-te ainda uma coisa: vende tudo o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.” Ao ouvir isso, o jovem ficou profundamente triste, pois era dono de muitos bens e não quis abrir mão deles.
Perceba que o jovem rico guardava os mandamentos de Deus, mas havia algo em seu coração do qual não estava disposto a se separar. Seu tesouro não estava apenas em suas mãos — estava em suas riquezas.
D. L. Moody disse certa vez:
“Não demora muito para se dizer onde está o tesouro de um homem. Em uma conversa de quinze minutos com a maioria deles, você pode perceber se seus tesouros estão na Terra ou no Céu.”
“Falta-te ainda uma coisa” foram as palavras do Salvador ao jovem rico. Mas essas palavras também ecoam para nós hoje.
Maria, falta-te ainda uma coisa...
José, falta-te ainda uma coisa...
João, falta-te ainda uma coisa...
O que será que ainda está faltando para você?
Quais pecados estamos guardando como favoritos — aqueles que se tornam os mais difíceis de abandonar?
O presidente Russell M. Nelson ensinou:
“A verdade é que é muito mais exaustivo buscar felicidade onde nunca poderemos encontrá-la. Entretanto, quando dividimos o jugo com Jesus Cristo e fazemos o trabalho espiritual necessário para vencer o mundo, Ele — e apenas Ele — tem o poder de nos levar para além da influência deste mundo. Vencer o mundo não é um evento que acontece em um ou dois dias. Acontece durante toda a vida, à medida que repetidamente aceitamos a doutrina de Cristo. Cultivamos fé em Jesus Cristo ao nos arrependermos diariamente e ao guardarmos convênios que nos revestem de poder. Vencer o mundo e se aproximar do Pai Celestial e de Jesus Cristo inclui escolher nos abster de qualquer coisa que afaste o Espírito e estar dispostos a abandonar até mesmo nossos pecados favoritos.”
Algumas ações que posso realizar para reconhecer e abandonar meus pecados favoritos:
• Pedir ajuda a Deus para reconhecê-los.
• Estudar as escrituras para compreender o que é pecado e identificá-lo em minha vida.
• Orar em busca de orientação espiritual para vencê-los.
• Continuar a guardar os mandamentos e os convênios que já fiz.
• Reconhecer que sou filho de Deus e que possuo um potencial divino.
• Acreditar que, para Deus, tudo é possível.
Se tiver dificuldade para sacrificar certos pecados, não desista. Confie Naquele que é poderoso para salvar.



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