Templo de João Pessoa - Liberdade Religiosa e o Propósito dos Santos Templos
Escrito e enviado por Cláudio França - Equipe Deseret Connect speeches.
Cláudio França é escritor, autor do livro Senhor Salva-me, mentor e consultor financeiro. Casado com Andreza França, dedica-se a inspirar vidas por meio de sua obras e ensinamentos.
Membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, une sua experiência profissional e princípios de fé para ajudar pessoas a alcançarem crescimento espiritual e prosperidade financeira.
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Liberdade Religiosa e o Propósito dos Santos Templos
Meus queridos irmãos e irmãs,
Vivemos dias em que a fé é muitas vezes ridicularizada, e a devoção sincera é mal interpretada. Há dois anos, no mês de outubro, um profeta vivo — o Presidente Russell M. Nelson, vidente e revelador dos últimos dias — anunciou com alegria sagrada que um templo do Senhor seria edificado na cidade de João Pessoa, Paraíba. Foi um anúncio de luz para os justos e de esperança para todos os filhos de Deus nesta região.
Mas como em todos os tempos em que o Senhor ergueu Sua obra, as vozes da crítica também se levantaram. Alguns zombaram, outros desdenharam, e muitos proferiram palavras duras, dizendo: “Pra que construir isso?”, “Mais uma igreja para enganar o povo”, ou até “estão roubando dinheiro de fiéis ingênuos”. Como estes abaixo:
Esses comentários não são novos. Eles ecoam o mesmo espírito de zombaria que os profetas e santos enfrentaram desde os dias de Noé, que foi chamado de louco por construir uma arca sob mandamento divino (Gênesis 6). Assim também Néfi foi zombado por seus irmãos ao construir um navio guiado pelo Senhor (1 Néfi 17).
Os homens e mulheres de fé sempre foram mal compreendidos pelos que preferem o ruído do mundo à voz suave do Espírito.
Liberdade Religiosa: Um Dom Divino
A liberdade de adorar a Deus conforme a própria consciência é um direito sagrado concedido pelo próprio Criador. O Senhor declarou:
“Portanto, é justo que todo homem tenha liberdade de adorar a quem quiser, conforme sua consciência”
(Doutrina e Convênios 134:4)
E também:
"E aconteceu que rasgou sua túnica e, pegando um pedaço dela, nele escreveu: Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos — e amarrou-o na ponta de um mastro."
"E ele colocou seu capacete e sua couraça e seus escudos e cingiu os lombos com sua armadura; e pegou o mastro em cuja ponta se achava a túnica rasgada (a que ele chamou estandarte da liberdade); e inclinou-se até o solo e orou fervorosamente a seu Deus, a fim de que as bênçãos da liberdade repousassem sobre seus irmãos enquanto restasse um grupo de cristãos para habitar a terra —"
"Porque assim eram chamados todos os verdadeiros crentes em Cristo, que pertenciam à igreja de Deus, pelos que não pertenciam à igreja."
(Alma 46: 12-14)
Estas escrituras não é apenas para enfeitar um artigo de fé — é um princípio eterno. Em todo o plano de salvação, a liberdade moral foi central: “Porque é necessário que haja oposição em todas as coisas” (2 Néfi 2:11).
A liberdade religiosa, portanto, não é um favor concedido por governos — é um direito inalienável dado por Deus, que deve ser respeitado por todos que amam a justiça.
Quando alguém tenta calar a fé de outro, quando ridiculariza sua devoção ou despreza sua forma de adorar, está ferindo o próprio alicerce da liberdade.
O Élder D. Todd Christofferson ensinou:
“A liberdade religiosa é a pedra angular da paz em uma sociedade pluralista; ela protege tanto o crente quanto o não crente.”
Portanto, defender a liberdade religiosa é defender a própria dignidade humana.
O Propósito dos Templos:
Alguns perguntam: “Por que construir templos tão grandes? Por que gastar tanto?”
A resposta é simples: porque o Senhor ordenou.
Desde o princípio, o Senhor tem mandado a Seu povo que edifique casas sagradas para o Seu nome.
Em Êxodo 25:8, Ele declarou:
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”
O templo é a casa do Senhor. É o lugar onde a terra se encontra com o céu.
Nele, realizamos ordenanças eternas que não podem ser feitas em outro lugar — batismos vicários pelos mortos, investiduras, selamentos eternos de famílias e casamentos sagrados.
Esses ritos não são invenções humanas, mas mandamentos divinos revelados novamente na dispensação da plenitude dos tempos.
O Senhor revelou a Joseph Smith:
“Organizai-vos; preparai tudo o que for necessário e estabelecei uma casa, uma casa de oração, uma casa de jejum, uma casa de fé, uma casa de glória, uma casa de ordem, uma casa de Deus.”
(Doutrina e Convênios 88:119)
E novamente:
“Para que o Filho do Homem tenha lugar para manifestar-se ao seu povo.”
(Doutrina e Convênios 109:5)
Portanto, os templos não são empreendimentos, mas monumentos de fé, edificados com sacrifício e amor, consagrados para a adoração e a eternidade.
O Dízimo e as Ofertas: Um Mandamento, Não um Lucro:
Alguns dizem que os templos são construídos com dinheiro roubado do povo. Mas o Senhor foi claro:
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu.”
(Malaquias 3:10)
O dízimo é um mandamento divino, não um imposto humano. É uma expressão de fé, obediência e gratidão.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é rigorosa e transparente na administração dos recursos sagrados. Nenhum líder local é pago, e todos os recursos são usados para construir templos, capelas, auxiliar necessitados e apoiar causas humanitárias — inclusive ajudando instituições de caridade de outras religiões.
O Presidente Russell M. Nelson ensinou:
“Os templos do Senhor não são feitos para ostentação, mas para consagração. Eles refletem nossa fé no Salvador e em Seu plano eterno.”
A Crítica e a Fé:
A crítica destrutiva nunca edificou um templo, nunca alimentou um faminto, nunca consolou um coração.
Enquanto alguns gastam energia zombando, os santos continuam edificando — não apenas em pedra, mas em fé.
Lembro-me das palavras do Senhor a Joseph Smith em meio às perseguições:
“Pois não podeis ver com os olhos naturais o desígnio de vosso Deus relativo às coisas que virão depois, e essa glória será grande.”
(Doutrina e Convênios 58:3)
Os que zombam hoje, amanhã verão a glória do Senhor manifestar-se na casa que Ele mandou construir.
Um Chamado à Respeitosa Convivência:
O Senhor não força ninguém a crer. Ele convida, Ele persuade, Ele estende a mão.
Nós também não obrigamos ninguém a aceitar nossa fé. Mas pedimos — com o mesmo direito que qualquer cidadão livre — que nossa fé seja respeitada.
Liberdade religiosa não é privilégio de uma religião, mas escudo de todas.
O Presidente Jeffrey R. Holland ensinou:
“Devemos defender a liberdade de acreditar, mesmo para aqueles cuja crença é diferente da nossa, pois se a liberdade deles for destruída, a nossa também será.”
Conclusão:
Amados irmãos e irmãs, o templo de João Pessoa é um testemunho vivo de que Deus ainda fala com Seus filhos, de que há profetas e revelação hoje.
Enquanto alguns veem apenas uma construção, os santos veem um convênio eterno.
Enquanto alguns escarnecem, nós nos ajoelhamos em reverência.
Enquanto o mundo duvida, nós proclamamos com fé:
“O Senhor está em Seu santo templo; cale-se diante dEle toda a terra.”
(Habacuque 2:20)
Que possamos defender a liberdade religiosa com firmeza e amor.
E que o templo — a Casa do Senhor — seja para todos um farol de luz, paz e verdade em meio à escuridão do mundo.
Em nome de Jesus Cristo. Amém.








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